sexta-feira, setembro 29, 2006

Aniversário

Hoje, dia 29 de Setembro de 2006.
Dia de coincidência.
Dia de aniversários.
Dia de aniversário que não é lembrado.
Dia de aniversário que não deveria ser recordado. E porque não, deveria ser recordado? Recordado não seria, se não fora humana. Estarei a chamar inumano a outro alguém?
- Não, apenas digo que não foi suficientemente importante para ser recordado.

quinta-feira, setembro 28, 2006

SPM

Andava triste. Cinzenta como o tempo. Os dias eram longos demais e pouco satisfatórios. Todos os dias me levantava já derrotada. Chorava nos braços do meu namorado. Berrava com a minha mãe. Não tinha paciência para os meus gatos.
Pus variadíssimas hipóteses… Tinham chegado os “winter blues”…? Finalmente a minha condição de desempregada tinha levado a melhor…? Andava com falta de sexo…?
Não! A resposta é muito mais simples: SPM*!!!

* Síndroma Pré-Menstrual.

terça-feira, setembro 26, 2006

Dias assim… para esquecer

Não consigo identificar uma razão, mas hoje senti-me mal, muito mal. Uma angústia cortante, uma dor de alma, uma ansiedade brutal.
Não encontro uma razão, mas as lágrimas estiveram sempre prontas a rolarem a qualquer momento. Foi um esforço tentar que não brotassem.
Não tenho uma razão, mas hoje senti falta de tudo, das tuas palavras afáveis, da gargalhada da minha melhor amiga, do vento na cara, da discussão, das músicas especiais, do colo da mãe que perdi há tantos anos. Meu Deus há muitos mesmo!
Não tenho uma razão, mas hoje assustei-me com tudo. Com as buzinas dos automóveis, com a minha condução e, até, com elevador. Recusei-me a atender o telemóvel.
Um dia assim… para esquecer.
A noite chegou e as lágrimas brotaram com força. Tento excomungar toda esta angústia, mas não está fácil.
Quando o amanhã chegar espero ter toda a garra que me é característica e esquecer este dia maldito. Sem razão, repito.

sábado, setembro 23, 2006

Um Segundo... Uma Revolta

O olhar de um segundo foi o bastante para despertar uma angustia tremenda. Foi o bastante para uma dor interior se apoderar de mim. Foi o bastante para a revolta tomar conta de mim.
Ia na rua apressada, como sempre, para comer rapidamente uma sopa e seguir para mais uma aula de inglês, aproveitando bem o tempo que para mim é escasso. De repente os meus olhos chocaram numa criança, sentada no passeio, a pedir. Não era um menino como os outros. Era um menino surdo-mudo, olhando o vazio. Um olhar profundamente triste. Não pestanejava. Parecia alheio a tudo. Fiquei petrificada com aquele olhar. Recompus-me e segui em frente porque tenho por princípio não dar esmolas na rua. Apenas, faço questão de comprar o jornal aos meninos do Gaiato. Segui para a pastelaria, pedi a sopa mas não consegui comer. Aquele olhar, aquela tristeza imensa não me saía da cabeça. Levantei-me e corri em direcção ao menino que se encontrava na mesma posição, com os mesmos olhos tristes. Tirei da carteira umas moedas e coloquei na lata. O tilintar das moedas afligiu-me mas ao menino não fez confusão nenhuma porque ele não ouve. Manteve-se estátua! Aquele olhar era confrangedor! Quis gritar de revolta por não ser capaz de ajudar esta criança. Eu sei, já me cruzei com meninos a pedirem ou a venderem pensos, mas este menino era especial. Este menino, surdo-mudo, não tinha como verbalizar, como expor o seu sofrimento. Sim, a sua dor estava estampada no seu olhar.

quinta-feira, setembro 21, 2006

Amigos inseparáveis

Ontem uma amiga disse-me 'a minha casa transformou-se num vazio tão grande que faço tudo para não estar lá'. Confesso que fiquei preocupada e depois ela lá continuou: 'a minha cadela morreu na quinta-feira e eu tenho tantas saudades dela que às vezes até dói'. Depois contou-me que tinha sido repentino e que ela morreu mesmo antes de terem tempo de a abater. Contou-me que não compreendia o porquê de tal ter acontecido, já que ela nem sequer estava doente, só um pouquinho velhota. E eu, olho para a minha amiga e penso em todos os animais abandonados todos os dias apenas para satisfazer as necessidades egoístas dos seus ex-donos, penso que nem todos têm a sorte de ser acarinhados e tratados com a dignidade que merecem, penso que a crueldade humana está ao virar de cada esquina e que os nossos 'amigos' animais merecem o nosso respeito porque a maioria das vezes só podemos contar mesmo com eles para preencherem o vazio de uma casa ou de uma vida! Sei que a minha amiga um dia irá ultrapassar esta perda, mas também sei que a Emily irá sempre ocupar um espacinho na casa dela...
E vocês? Quem são os vossos 'amiguinhos' inseparáveis?

segunda-feira, setembro 18, 2006

O casamento… o convite que eu dispensava

Assistir ao casamento de um(a) amigo(a), confesso que é aquele tipo de convite que eu dispenso. Se pensar, então, nos casamentos em que estive presente e que, na sua maioria, já avançaram para divórcio, ainda menos vontade tenho de ir.
É, de facto, um dia para esquecer: levantar cedo, bem cedo, para esperar horas na cabeleireira para nos fazer um daqueles penteados apinocados que me fazem sentir uma perua autêntica! Depois vestir aquele vestido que demorei séculos a escolher e calçar um sapatinho novo, de salto, de que mais tarde me irei arrepender (oh se irei). Depois é ir visitar a noiva que, não sei porquê, faz sempre muita questão que passes lá por casa para a veres e lhe transmitires quão bonita está (enfiada naquele vestido de noiva que custou uma pipa de massa, que só serve para um dia e o bonito é muito discutível). E depois cumprimentar carradas de gente que não conheces de lado nenhum mas que te sorriem e comentam a escolha da noiva como se fossemos todos grandes amigos!
Depois, alguém te dá aquela fita de tule maravilhosa para pores no carro. Um ritual que nunca percebi e, em seguida, partes em caravana para a igreja. A festa está só a começar.
Assistes à missa: o discurso do Padre – este último que assisti foi uma seca descomunal – a choradeira da noiva, da mãe da noiva, da mãe do noivo e de algumas tias que, finalmente, vêem a sua menina (35 anos) a casar.
Finda a cerimónia, aquele banho maravilhoso de arroz, pétalas de rosas e outras flores; os beijos, os parabéns histéricos, mais beijos e que lindo vestido e que ramo tão lindo e como foi bonita a missa, etc, etc… Meu Deus, digo eu! Segue-se a foto de grupo e mais fotos com os familiares e mais fotos não sei de quê. Entretanto, as dores nos meus pés começam e penso que não deveria ter comprado uns sapatos de salto!
Depois de umas longas horas, a coisa prossegue no local do copo de água: aquele cenário típico e mais uma vez: está tudo tão giro! Que escolha fantástica! Não podias ter escolhido melhor sítio! A mim o cenário parece-me dejá vu, só muda o local.
As entradas, mais fotos e o banquete (em que eu aproveito para tirar discretamente os sapatos que já me massacraram os pés), as conversas de circunstância, aquela mesa mais animada em que os amigos do noivo fazem umas quantas palhaçadas. Enfim! Ah! Não podemos esquecer as lembranças inúteis que os noivos oferecem com muita simpatia e que nunca sei o que fazer com aquilo. Muitas horas depois vem a valsa dos noivos, o bailarico, aquela quantidade astronómica de doces e um formigueiro de gente à volta da mesa, não vão os doces acabar! Por esta altura já estou a pensar na melhor maneira de me pisgar dali! É agora ou nunca, digo para mim mesma! Já não aguento esperar para o bolo da noiva e saio, de mansinho. São 11 horas da noite. Aqui está o retrato de um casamento clássico. Bolas, assim não quero, acreditem!

sábado, setembro 16, 2006

Como as mulheres veêm uma mulher mais bonita...

Um mulher chega a qualquer lado e apresentam-lhe ma mulher que ela reconhece como sendo mais bonita do que ela… O que acontece?
Duas hipóteses:
- Sorri, dá uma desculpa e afasta-se. A partir daí diz a toda a gente que “Aquela gaja é uma vaidosona da pior espécie…”; “Duvido que aquelas mamas sejam dela…”; “ Já viste o ar da lambiagóia?”; etc.
- Sorri e fica amiga dela, porque acha que é forte e segura de si o suficiente… quando na verdade preferia que aquela mulher não existisse… No entanto, ela dá jeito para fazer aproximar o sexo oposto… Hum… Chato, chato é ter de mudar de roupa cinco vezes cada vez que sai com ela, só para se sentir remotamente à altura… O que NUNCA acontece…
É mentira?

terça-feira, setembro 12, 2006

Piropos... como fazem sentir? E a ti?

Porquê aos 25/26 anos ouvimos fortes, pomposos e bonitos piropos de quem, ok... é sempre bom ouvir, mas porquê os piropos serem de quem não os queremos ouvir? Em certa medida sinto como uma intromissão pessoal, sei que é incorrecto mas não deixo de o sentir (de algumas pessoas, refira-se).

Até onde é o limite de cada um/a? Será que é através de invadirem o espaço pessoal que se dá o crescimentou ou melhor a evolução de cada um/a? Não sei responder a isto, mas faço uma tentativa. A mim, assusta-me neste momento, acho que me repela, especialmente se o piropo vem acompanhado de toque... insignificante, claro... MAS TOQUE!!!

Sei que é através de invadirem aos poucos o nosso espaço pessoal que se dá o crescimento...

Pode ser um grande piropo, o melhor piropo mas "é melhor ser peixe pequeno em tanque grande que peixe grande em tanque pequeno".

Beijos.

segunda-feira, setembro 11, 2006

Apagar não!

A ideia foi muito gira e inovadora. É pena que não tenha sido "agarrada" pelas meninas que foram convidadas. Todas cheias de potencial, mas nem todas com o teu há vontade e disponibilidade para que de forma indirecta ajudarem outras mulheres jovens ou jovens mulheres, e quem sabe se não, até a si mesmas pois o acto de escrever requer alguma atenção, disponibilidade e a exposição de sentimentos. Há quem não esteja disposta a passar por isso. Quando começas-te a "postar e-mails" percebi que não aguentarias muito mais. No entano... já viste quantas pessoas conseguiste? Podes não ter conseguido a dinamização ao blog que tu querias, mas falo por mim: abriste o meu horizonte ao universo "blogueiro". Descobri blogs fabulosos graças a ti; por esse facto obrigada.

O blog não teve a dinamização esperada, mas também não me parece justo apaga-lo. No entanto, se assim o quiseres, apoiar-te-ei.

Beijos amiga,
e assim que posso: mydirtylittlesecret...