segunda-feira, setembro 18, 2006

O casamento… o convite que eu dispensava

Assistir ao casamento de um(a) amigo(a), confesso que é aquele tipo de convite que eu dispenso. Se pensar, então, nos casamentos em que estive presente e que, na sua maioria, já avançaram para divórcio, ainda menos vontade tenho de ir.
É, de facto, um dia para esquecer: levantar cedo, bem cedo, para esperar horas na cabeleireira para nos fazer um daqueles penteados apinocados que me fazem sentir uma perua autêntica! Depois vestir aquele vestido que demorei séculos a escolher e calçar um sapatinho novo, de salto, de que mais tarde me irei arrepender (oh se irei). Depois é ir visitar a noiva que, não sei porquê, faz sempre muita questão que passes lá por casa para a veres e lhe transmitires quão bonita está (enfiada naquele vestido de noiva que custou uma pipa de massa, que só serve para um dia e o bonito é muito discutível). E depois cumprimentar carradas de gente que não conheces de lado nenhum mas que te sorriem e comentam a escolha da noiva como se fossemos todos grandes amigos!
Depois, alguém te dá aquela fita de tule maravilhosa para pores no carro. Um ritual que nunca percebi e, em seguida, partes em caravana para a igreja. A festa está só a começar.
Assistes à missa: o discurso do Padre – este último que assisti foi uma seca descomunal – a choradeira da noiva, da mãe da noiva, da mãe do noivo e de algumas tias que, finalmente, vêem a sua menina (35 anos) a casar.
Finda a cerimónia, aquele banho maravilhoso de arroz, pétalas de rosas e outras flores; os beijos, os parabéns histéricos, mais beijos e que lindo vestido e que ramo tão lindo e como foi bonita a missa, etc, etc… Meu Deus, digo eu! Segue-se a foto de grupo e mais fotos com os familiares e mais fotos não sei de quê. Entretanto, as dores nos meus pés começam e penso que não deveria ter comprado uns sapatos de salto!
Depois de umas longas horas, a coisa prossegue no local do copo de água: aquele cenário típico e mais uma vez: está tudo tão giro! Que escolha fantástica! Não podias ter escolhido melhor sítio! A mim o cenário parece-me dejá vu, só muda o local.
As entradas, mais fotos e o banquete (em que eu aproveito para tirar discretamente os sapatos que já me massacraram os pés), as conversas de circunstância, aquela mesa mais animada em que os amigos do noivo fazem umas quantas palhaçadas. Enfim! Ah! Não podemos esquecer as lembranças inúteis que os noivos oferecem com muita simpatia e que nunca sei o que fazer com aquilo. Muitas horas depois vem a valsa dos noivos, o bailarico, aquela quantidade astronómica de doces e um formigueiro de gente à volta da mesa, não vão os doces acabar! Por esta altura já estou a pensar na melhor maneira de me pisgar dali! É agora ou nunca, digo para mim mesma! Já não aguento esperar para o bolo da noiva e saio, de mansinho. São 11 horas da noite. Aqui está o retrato de um casamento clássico. Bolas, assim não quero, acreditem!

6 Comments:

Blogger SoNosCredita said...

dispenso o penteado "apinocado": o meu cabelo anda sempre liso e direito.
e dispenso também o sapatinho de salto... por duas razões: não é o salto que me faz mais elegante, mas sim a minha postura. e porque não consigo sofrer a esse ponto - os meus pés são mais importantes!

1:56 da tarde, setembro 18, 2006  
Blogger SoNosCredita said...

pois, quanto ao resto... realmente há muita coisa que também eu não percebo.
SE algum dia me casar, certamente não farei nada assim.
será, acima de tudo, uma cerimónia íntima, discreta e original!

1:58 da tarde, setembro 18, 2006  
Blogger Dany said...

Detesto casamentos, seja de amigos ou não. Após tantos anos de promessas tipo "vais ao meu casamento porque vai ser muito diferente de qualquer outro" eu já cheguei à conclusão que são tudo balelas da boca para fora. O ritual da roupinha janota, do sorriso constante da cara, do 'olá tudo bem à muito tempo que não te via' para pessoas com quem não queremos falar ou sequer meter conversa, a conversa fiada à saida da igreja à espera que termine a infindável sessão de fotos, a romaria para o restaurante, a seca do almoço, a cena deplorável de bater nos copos para o beijinho à Hollywood e por fim o champagne e o cortar do bolo passando pela valsa para abrir o baile até à entrega da 'visita' ou prendinha. Minhas amigas eu não tenho nem nunca tive paciência para estas coisas e hoje em dia só vou a casamentos de amigos por uma questão de respeito! Não há paciência para tanta falta de originalidade! Se um dia me casar alugo uma tenda num jardim, com bar aberto e música a bombar até se cansarem. Além de que a cerimónia seria temática com trajes especiais! Tenho a certeza que ninguem se ia aborrecer!

11:53 da tarde, setembro 18, 2006  
Blogger GK said...

Ok... LOL Mais uma: eu também DETESTO casamentos.

Ao contrário da maior parte das pessoas, a única coisa em que gasto dinheiro é com a prenda. É que TODA a gente sabe que eu detesto este tipo de palhaçadas. Sabem que eu tenho esta cara desmaquilhada, este penteado lavado e seco ao vento e montanhas de roupa bonita em casa com sapatos a condizer. Se não me quiserem lá assim, não me convidem (eu agradeço!!!)!

(Cá vai a hipótese BASTANTE hipotática...) Se eu algum dia me casar (já me está a apetecer ir lavar a boca com sabão e mandar um punhado de sal para trás das costas, não vá isto ser mau olhado!), vai ter de ser tudo simples, rápido e indolor. Tipo piquenique na praia ou, melhor ainda, casamento relâmpago em Las Vegas (ao menos aí não há tempo para pensar seriamente no assunto)...

2:33 da manhã, setembro 20, 2006  
Blogger Escuta o teu mundo... said...

Quem nunca pensou assim? lol...

3:27 da manhã, setembro 22, 2006  
Blogger Ines said...

Quando são mesmo amigos mus - eu gosto!
REve-se amigos, partilha-se uma escolha.
Qd me lembro que o meu pp casamento foi assim até me arrepio - se casasse agora seria tudo tão diferente!!!!!!

Quando o casamento é de uma peesoa mais distante... passar por esses momentos que tão bem descrevetes... às vezes torna-se um suplício!

11:12 da manhã, setembro 23, 2006  

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